quinta-feira, junho 02, 2011

As pessoas são aquilo que amam

"Uma professora me contou esta coisa deliciosa. Um inspetor visitava uma escola. Numa sala ele viu, colados nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: "E quem é Rubem Alves?". Um menininho respondeu: "O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês-amarelos...". A resposta do menininho me deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são aquilo que elas amam.

Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores... Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão...), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, das pinturas de Vermeer (o pintor do filme "Moça com Brinco de Pérola"), de Monet, de Dali, de Carl Larsson, do repicar de sinos, das catedrais góticas, de jardins, da comida mineira, de conversar à volta da lareira."
[Rubem Alves - Os Ipês Amarelos]

Lendo o texto Os Ipês Amarelos do Rubem Alves tive inspiração para o post de hoje. Achei interessante a colocação "As pessoas são aquilo que elas amam". E assim inspirando-se em Rubem Alves, digo as muitas coisas que me encantam e me deixam feliz: o sorriso de uma criança, o azul do mar, o verde das matas, o canto dos pássaros,  o "sorriso" dos golfinhos, observar o verde das matas pela janela do ônibus quando vou ao trabalho, receber um cartão postal, o silência da noite, uma estante cheia de livros, ouvir boa música, o interesse dos alunos para aprender durante minhas aulas, chegar do trabalho depois de um dia cansativo e sentar para ver minhas séries favoritas, ir ao cinema, ler um bom livro, tomar banho de mar, brincar com meus sobrinhos, ver a chuva caindo, lembrar da minha infância e dos bons momentos da minha adolescência, o doce perfume dos jasmins, sentir saudade de pessoas especiais que se foram e também de  momentos emocionantes que passaram, conhecer pessoas simples e honestas, encantar-me com a generosidade das pessoas, a família maravilhosa que tenho, a minha crença em uma existência além desta. São tantas as coisas que amo que não dá para escrever tudo. Este texto só me fez pensar nas coisas que gosto. Tudo simples pois sou uma pessoa igualmente simples. Tem muito mais, mas estas são as mais importantes. Vale lembrar que  todas essas coisas foram escritas na ordem de lembrança e não na ordem de preferência. 

Que tal você parar e refletir: Quem é você?

quarta-feira, junho 01, 2011

A cor do silêncio

Sempre que olhar para alguma coisa azul, para o azul do céu, para o azul do rio, sente-se silenciosamente e olhe dentro desse azul; você sentirá uma profunda sintonia com ele.

Um grande silêncio descerá sobre você sempre que meditar sobre a cor azul.

O azul é uma das cores mais espirituais porque é a cor do silêncio, da quietude. É a cor da tranquilidade, do repouso, do relaxamento.

Assim, sempre que você estiver realmente relaxado, de repente sentirá interiormente uma luminosidade azulada. E se puder sentir uma luminosidade azulada, sentir-se-á inteiramente relaxado. Isso funciona dos dois jeitos.

[Osho, em "O Livro Orange"]
 
Eu amei este texto do Osho, pois o azul me atrai e me acalma. É assim que sinto ao olhar para o azul, seja o azul do céu ou azul do mar ou até mesmo qualquer outra coisa que seja desta cor. Não é à toa que o nome deste blog é Meu Mar Azul. E para você? Qual a cor que mais gosta? Por quê? Você acha que uma cor pode ter tanto poder sobre uma pessoa? Se sim, qual a cor que te acalma?

quinta-feira, maio 26, 2011

Refletindo com Fernando Pessoa



Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

segunda-feira, maio 23, 2011

Livros e ilha deserta

Quais livros você levaria para uma ilha deserta?
 
A pergunta obviamente é uma brincadeira, pois está certo que ninguém iria para uma ilha deserta por livre e espontânea vontade, não é mesmo? No Facebook um link me levou a uma matéria do Jornal Opção. Nesta matéria foi feita uma enquete com profissionais de diversas áreas. Quem quiser ver o resultado clica lá. Resolvi entrar na brincadeira. Pensei em quais livros eu levaria para que me fizesse companhia numa ilha deserta. Não foi uma tarefa fácil. Primeiro pensei se levaria títulos que ainda não li ou outros que pretendo ler. Então segue abaixo a minha listinha. A propósito, eu acho que 5 livros é muito pouco! Eu levaria  quatro livros para reler e apenas um que ainda não li. Só levaria meus preferidos (os quatro primeiros da lista abaixo) e o último é um título que ainda não li. Por que quatro livros que já li? Porque saberia ser uma leitura agradável. Vai que eu leve algum de que não goste? Melhor não arriscar, não? :)

1. Os miseráveis [Victor Hugo]
2. Cem anos de solidão [Gabriel García Márquez]
 3. O Morro dos Ventos Uivantes [Emily Brontë]
4. Jane Eyre [Charlote Brontë]
5. Dom Quixote [Miguel de Cervantes]

E agora uma série de questões me angustiam. Quanto tempo eu passaria por lá? E quantas vezes teria de reler estes livros? Deixo agora a "batata quente" na mão dos meus leitores. E vocês? Quais livros levariam?

sábado, maio 14, 2011

Saudação da Saudade


minha saudade

saúda tua ida

mesmo sabendo

que uma vinda

só é possível

noutra vida


aqui, no reino

do escuro

e do silêncio

minha saudade

absurda e muda

procura às cegas

te trazer à luz


ali, onde

nem mesmo você

sabe mais

talvez, enfim

nos espere

o esquecimento


aí, ainda assim

minha saudade

te saúda

e se despede

de mim

[Alice Ruiz]

domingo, maio 08, 2011

À minha querida Mãe

Eu te amo!
Obrigada por tudo!

domingo, maio 01, 2011

Todo o dia

O poema abaixo não é de minha autoria, mas gostei tanto dele que posto aqui não esquecendo de dar o devido crédito a autora. A autoria deste é da blogueira Wania do  Encantaventos. Encante-se!

Todo dia

Lavo palavras

Estendo versos

Recolho poesia

Todo dia

Lavo palavras

Estendo versos

Recolho poesia

Só não trabalho para Dona Melancolia

Quando ela aparece, eu nublo

E o varal esvazia


(Wania)