14 de Março - Dia Nacional dedicado à Poesia
Difícil escolher um poema para homenagear esta data. São tantos poemas belíssimos e há mais de um poeta favorito. Na minha linha do tempo no Facebook, postei um da minha querida Cecília Meireles e aqui no blog escolho um dos belos poemas de outro poeta favorito meu: Mário Quintana.

O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
[Mário Quintana]
Este poema do Quintana nos faz refletir sobre a passagem do tempo. E eu ando pensando muito neste tema ultimamente. Eu me dei conta de que o tempo não para mesmo. E a vida vai passando com ele. Percebi que temos de viver cada minuto dos bons momentos como se eles fossem únicos. Isto porque tudo na vida passa. Embora queiramos que certos momentos durem para sempre e que as pessoas que amamos permaneçam conosco, um dia elas se vão. Certos momentos são únicos e não retornam mesmo que o nosso desejo seja de guardá-los para o sempre. Quisera eu poder salvar em uma caixinha cada alegria vivida, cada momento de emoção verdadeira. Quisera eu guardar a felicidade comigo. Como isso não é possível, guardemos as lembranças e sigamos vivendo os anos, os dias, as horas, os minutos e os segundos da maneira mais intensa que possamos, pois tudo isso passará.